domingo, 16 de novembro de 2008

Colegas de casa

Desde que entrei para Enfermagem e fui tirar o curso a dezenas de quilómetros de casa que sempre morei em casa alugada com pessoas que, inicialmente, me eram completamente desconhecidas. É um risco mas, das duas vezes que tive de optar por um sítio para viver que não a casa dos meus pais, corri esse risco, obviamente por questões financeiras. No entanto, sempre fui bem sucedida nesse tipo de escolhas. Mas é claro que foi pura sorte... das duas vezes.
Durante o curso morei com outras três raparigas. Sempre nos demos bem, sempre tivemos as nossas divergências, claro, mas sempre correu tudo bem e nunca houve problemas de maior.
Agora, depois do curso tirado a situação repete-se. Moro com mais três raparigas e sempre nos demos bem, desde o início, desde que nos conhecemos. Todas temos características diferentes, todas temos gostos diferentes mas partilhamos o mesmo espaço e nunca tivemos divergências nenhumas.
A mais velha é a lutadora. Muito calma, faladora na exacta medida e uma excelente ouvinte. A história de vida que ás vezes conseguimos perceber pelas entrelinhas ou pelo pouco que ela fala sobre o assunto deixa-me completamente arrepiada, porque tenho a certeza que não sei se teria a mesma força que ela se passasse por uma situação idêntica. Nem sequer imagino como será...
A do meio é uma cozinheira de mão cheia e faz uns pratos divinais. É talvez a que mais se fecha no seu casulo, mas não é por isso que deixa de ser bastante comunicativa. Tem sempre umas histórias bastante engraçadas para contar. É a mais ligada à família, a que pretende com mais euforia sair de Lisboa e regressar à terra natal, mas eu sei que ela vai ter imensas saudades da vida que tem aqui. E ela também.
A mais nova é a entusiasta cá do sítio. Sempre a fazer entradas rompantes, a falar alto, revoltada com a vida e o universo em geral, não tendo, na grande maioria das vezes, razão para isso. A vida social dela pode ser a maior animação, a nível amoroso o assunto já se torna bastante mais complicado e, quiçá, animado. Acima de tudo e muito importante, é a que fornece pastilhas Gorila ao pessoal cá de casa, trazendo-nos essa doce recordação de um sabor que nós não sentiamos há bastante tempo...
E eu sou eu que, estou aqui em casa com todas elas e, não sei se por isso mesmo, resolvi escrever este post. Dedicado a elas, que não sabem que este blogue existe mas que são, certamente, as melhores colegas de casa que eu poderia ter encontrado neste estranho lugar que é Lisboa.

3 comentários:

Anónimo disse...

E' taooo bom termos colegas de casa que nos "preencham" Eu por acaso não tive sorte na minha primeira casa.. As minhas colegas não eram comunicadores e não gostaram muito de mim la' por casa, tanto que me deram um empurraozao para sair de la..

Quanto a minha segunda casa e' o melhor que eu podia ter, não me imagino a viver sem elas e a ideia de estar sozinha assusta.me..

Beijinhoooos*

Maria disse...

Quando nos sentimos bem em "casa" é meio caminho andado para a integração seer melhor..:)
bjnho.

Anónimo disse...

Isso é óptimo, porque viver com pessoas que não gostamos ou que acham que têm mais direitos (e menos deveres) que nós, é horrível!
:)
Bjs!