Hoje a conversa debateu o assunto traições. O que seria afinal uma traição e se tudo se deve contar ou não, se tudo deve acontecer ou não...
Eu acho que as conversas intermináveis que mantemos até um de nós cair a ressonar sobre o teclado são uma traição, porque temos conversas perfeitamente normais, mas ás vezes também ultrapassamos esse campo inocente. Já falámos sobre encontros e o que faríamos nesse caso... e, embora eu nunca o tenha dito nem demonstrado, percebo perfeitamente que há conversas das quais advêm segundas intenções.
Ele diz que não é traição... mas isso é lógico, ou não fosse ele um dos implicados nesta situação toda, à qual não sei dar outro nome que não seja parvoíce. Ele diz que cada pessoa deve fazer o que lhe apetece fazer no momento e pronto. Eu não concordo, se é para fazer o que apetece no momento com quem apetece no momento não se deve manter uma relação que impeça que isso aconteça. Não sou a favor de relações abertas, nem da poligamia.
Ele diz que dentro de quatro paredes não se sabe de nada e, portanto, isso não tem implicações nenhumas. Eu digo que não existe maior implicação dentro de quatro paredes ou fora delas que não seja a consciência de cada um.
Ele já traiu e contou, porque valoriza a sinceridade.
Eu já trai e não contei, meses depois fui obrigada a contar e não foi agradável.
Ele diz "Eu traí-a, mas contei-lhe tudo porque sempre fomos sinceros." Ora, a sinceridade não diminui o facto de ter ocorrido uma traição.
É claro que, se me traissem, eu gostava que me contassem. Mas quando estive do outro lado segui a velha máxima do "olhos que não vêm, coração que não sente". Acredito nisso... é claro que o corno gostava sempre de saber, mas se não teve importância, não vai sair nada dali, então acho que isso é apenas uma forma de poupar mil e uma chatices provocadas por uma coisa que não serviu para nada. Que não devia sequer ter acontecido.
No entanto, e a acontecer alguma coisa entre nós, esse episódio não seria um desses casos sem importância, nem que seja pelo facto de ter sido uma coisa premeditada. Se foi pensado, se foi planeado, então já implicaria muito mais do que uma simples vontade do momento, uma coisa que aconteceu mas da qual nos arrependemos no momento seguinte.
Não acredito que algum dia vá acontecer alguma coisa entre nós dois, nem sequer acredito que nos cheguemos a encontrar. É certo que a internet é um dos maiores meios utilizados hoje em dia para conhecer pessoas, mas não deixa de ter os seus riscos e eu não gosto muito dessas coisas. Eu gosto de falar com ele, mas não posso garantir que ele seja boa pessoa e que, por isso, um possível encontro já não tenha perigos.
Acho piada à conversa virtual mas receio bastante a conversa frente a frente e, embora tenha curiosidade em ver fisicamente uma pessoa que fala comigo durante largas horas desde há vários meses, isso não inutiliza o facto de que não deixa de ser um desconhecido. Um desconhecido fixe mas, ainda assim, um desconhecido. E nada inutiliza o facto de que eu tenho namorado e de que gosto dele e de que não compreendo como me enrolei toda nesta história.
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Há 9 anos


4 comentários:
Olá!
Estás a andar no fio da navalha:=(((
Só porque estas "amizades "virtuais...são sempre , fruto da nossa imaginação...
Quando deixa de ser virtual...a desilusão pode magoar.
Beijocas
Á conta dessas conversas, e de cenas da net, como hi5, é que eu fiquei a chuchar no dedo. O meu namorado simplesmente nem teve "tomantes" para me mandar dar uma curva, simplesmente eu descobri pelo hi5. E não estamos a falar de adolescentes mas de pessoa adultas nas casa dos trinta e alguns e quase quarenta. Não culpo a outra, pois provavelmente nem soube que eu existi, culpo-o a ele que me manteve para ele até ter ido aos Açores, e ver se a coisa dava faísca, como deu faísca, já não me voltou a dizer nada, simplesmente eu levei o maior tombo desta vida.
Desculpa a intromissão, mas ser-se traído, saber-se de forma tão estúpida como eu soube, é tramado.
Como dizes e muito bem, desde que esta conversa virtual nao te atormente a consciência, nao vejo qual o mal desde que nao roubes tempo à tua relacao.
Será sempre saudável manter relacoes (de amizade) fora de um namoro, nem que seja para simplesmente jogar em terreno neutro. Provavelmente discutir este tema com um companheiro/a deixa sempre uma semente de dúvida e inseguranca: Será que ele/a já em traiu?Estará a pensar nisso?
Concordo contigo, também não sou a favor da poligamia... sinceridade sempre! E traição... desde que estejamos bem com a pessoa com quem estamos e queremos fazer futuro com ela, não se justifica.
quantos às conversas... acho bem, é um amigo virtual... mas coloca a tua relação sempre à frente...
BJS**
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