terça-feira, 21 de julho de 2009

Das relações ou Como escrever muito e não dizer nada

Nem sempre as relações são fáceis e todos temos momentos em que nos apetece deixar para trás aquela pessoa que nos deu tanto mas que afinal não chegou, ou então que não nos deu aquilo de que realmente precisávamos. Ou então, deixar para trás essa pessoa porque sim, porque simplesmente deixou de nos apetecer estar com ela, ou porque, na realidade, nunca nos apeteceu estar realmente com ela.
Não vou falar sobre a minha relação, não pretendo terminá-la e este post não é sobre mim.
Embora a minha relação não seja perfeita, e acredito piamente que nenhuma o seja, não pretendo pôr fim a tudo o que já construi ao longo de quatro anos, embora por vezes me veja com o pensamento em outros locais que não este onde me encontro. Mas não é sobre mim este post.
Na realidade, não é sobre ninguém em especial. Ou então é sobre este Verão, sobre este calor e sobre o chilrear dos pássaros que faz com que relações duradouras terminem, de um dia para o outro. Só porque sim, ou porque os caminhos que se escolheram não foram os correctos.
E, neste caso, este post podia perfeitamente ser sobre a G., ou sobre a N., ou sobre a prima da C. que, mesmo com histórias completamente diferentes, se vêem agora no mesmo barco - o das relações terminadas.
A prima da C. namorava há mais de 5 anos, um dia acordou e acabou com o namorado como se nada fosse. Ele ficou de rastos, ela envolveu-se com outro. Ele chorou dias e noites a fio, ela resolveu casar com o novo namorado semanas depois de terem começado a namorar. Insólito é, no mínimo.
A N. namorava há algum tempo, até que ele resolveu emigrar e lá foi, rumo a terras estrangeiras. Ela ficou cá de rastos, ele ficou lá a aproveitar a vida, cá para mim, como se fosse totalmente descomprometido. Ela ansiava por dias de folga para ir ter com ele, ele acabou com ela, por SMS, um dia depois de ela ter chegado a Portugal, vinda de o ter visitado. Cobarde do car**** seria apenas um dos nomes que me apetecia chamar-lhe.
A G. namorava há anos e anos, mas um namoro há distância e, no mínimo, estranho porque eu não via grande envolvimente emocial da parte dela naquela relação. Não via, mas passei a ver no dia em que ele lhe disse que namorava com outra rapariga e já vivia com ela. Aí foi como se o mundo dela se estatelasse ao comprido no chão, sofreu bastante e ainda sofre, embora ela nos tente esconder isso... mas as olheiras e os quilos a menos não perdoam.

Na realidade, já não sei muito bem porque comecei a escrever este post... mas acho engraçado que estas relações tenham tomado um rumo totalmente diferente da minha. Eu, que já pensei em terminar a minha relação, não penso fazê-lo neste momento. Mudei de ideias, mas não sei porquê nem como o fiz. Simplesmente me apercebi de que, afinal, eu não queria mesmo fazer uma coisa que sabia que me ia arrepender. E assim, de um dia para o outro aconteceu-me exactamente o oposto do que eles fizeram. De um dia para o outro, em vez de terminar uma relação, eu decidi mantê-la e, agora, tenho plena convicção de que fiz o correcto.

3 comentários:

Sad Tear disse...

acabar por sms????? mas que bonito....há com cada um....

Maria disse...

Infelizmente já quase ninguém se preocupa como é que a outra parte vai ficar depois de atitudes assim..
beijinho.

Inês disse...

Como tu, também namoro há 4 anos. E a minha relação é ao contrário das outras. As outras começam com um paixão inicial que se vai extinguindo com o tempo. A minha não começou da melhor maneira mas está a tornar-se cada vez mais forte. Já tive dúvidas se devia continuar com a relação. Hoje estou contente por não a ter terminado.

Agora o futuro ninguém sabe... Há que aproveitar o que temos e aprender com as "cabeçadas" :)