A minha dependência da net e de coisas que a ela estão associadas que não deviam, de todo, acontecer, torna-se demasiado evidente, demasiado perigosa e demasiado vergonhosa quando me chega a casa a conta da internet e eu paguei o dobro daquilo que pagava habitualmente. Ultrapassei o limite de tráfego e dupliquei-o.
Só me lembro que isto já está a passar das marcas e que falar frequentemente com um desconhecido desde há três meses é coisa que, pelo menos para mim, não é normal.
Há dias em falamos madrugada fora, seis, sete da manhã, como se apenas tivessem passado uma ou duas horas. Mostramos fotos, rimos, trocamos confidências que, frente a frente, seriam impensáveis, opinamos sobre a vida um do outro, damos conselhos, gozamos um com o outro e, quando vemos, o sol já nasceu.
Tudo começou com uma parvoíce... Conversa para aqui, conversa para ali e já lá vão três meses nisto.
Há uns tempos, li este post aqui que me despertou a atenção:
Não é bem trair no sentido lato do termo. Se bem que essas coisas variam de pessoa para pessoa. Esta não é uma traição física. É uma coisa a modos que indefinida. À base daquelas conversas na net que não levam a lado nenhum (salvo raras excepções). Fala-se muito, trocam-se fotos, mas no fim volta-se para onde se saiu de manhã. Ao fim do dia ela volta sempre para ele. Esquece o que fez durante o dia. As conversas. As fotos. Quando volta, volta mesmo. Está ali. No dia seguinte volta ao mesmo. Às conversas durante a tarde e a ele ao fim do dia. À tarde esquece-se dele e à noite das conversas e das fotos.
Não fui eu que escrevi, mas percebo perfeitamente.
ENCERRADO | CLOSED
Há 9 anos


1 comentário:
Acho que isso nos faz falta.Faz-nos faz sentir bem e aí damos mais à pessoa que está ao nosso lado. Porque estamos bem, estamos contentes. Temos algo que nos cativa e nos faz sorrir. Temos aquilo que é a melhor parte duma relação (de amizade, ou não), o início. Temos a magia do desconhecido, do novo. A excitação de nos podermos reinventar como pessoas.
Não?
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