terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Podia estar a falar do jogo em si, mas não estou

Por maneiras muito pouco normais, conheci uma pessoa há pouco tempo... Falamos bastante e é uma pessoa com quem o discurso me flui normalmente, sem ter de pensar 3 vezes antes de averiguar bem aquilo que vou dizer a seguir, embora seja um estranho.

No entanto, ele diz que eu jogo muito à defesa... Não é verdade, pelo menos no momento, não conheço, não há implicações, não preciso de ter defesas porque nada dali me pode deixar magoada. Ou já jogarei à defesa, mesmo sem saber que o estou a fazer, de tão intrínseco que já tenho esse papel interiorizado? Provavelmente...

Mas ás vezes também jogo ao ataque, quando vejo que me vão atacar a mim, quando vejo que o alvo sou mesmo eu e posso sair dali com um grande galo na cabeça... Nessas situações ataco eu, vou com tudo e firo muitas vezes as susceptibilidade de quem, afinal, não me ia atacar...

A defesa e o ataque são coisas com as quais eu ainda não sei lidar muito bem... às vezes acho que sei interpretar muito bem as outras pessoas, ás vezes acho que sou uma nódoa a fazê-lo, ás vezes acho que nem tenho de o fazer...

23 anos de vida e ainda não sei muito bem o que pensar quanto aos outros, o que esperar dos outros e o que fazer perante determinadas situações e acções... Isso faz com que faça coisas que, por vezes, podem ser disparatadas, porque as minhas avaliações saem completamente ao lado quando o assunto são pessoas.

E por isso jogo à defesa, a maioria das vezes defendo, outras ataco com o intuíto de me defender e tenho muita renitência em baixar a fortaleza e deixar entrar alguém que nunca saberei se é um alidado ou um espião.

E só agora me apercebo de que um coração atormentado, sem eira, nem beira, sem decisões tomadas e com muitas decisões arrastadas, que ás vezes acho que alguém tomou por mim sem eu me dar conta, pode ser bastante burro e ingénuo. E mesmo que, depois, tente jogar à defesa, é tarde demais, o ataque já foi feito, sem que se tivesse apercebido e os soldados já estão todos mortos. Agora é esperar, ganhar recursos e ter paciência para criar uns novos soldados, mesmo sabendo que eles podem voltar a morrer na próxima investida do inimigo.

4 comentários:

Micas disse...

Depois de ler, vi-me em algumas situações que falas... =(
Ás vezes acontece-me o mesmo!! Mas eu quero ter calma e não atacar e logo acontece! Depois irrito-me comigo! Fico amuada e chateio-me com tudo! =(
Baaaaah!!!

Beijinhos***

@martasta disse...

eu ía perguntar-te se estavas a falar do travian... mas li o titulo com atenção!!!

Os 23 anos ajudam-te a ter experiencia das situações... mas os "outros" nem sempre agem de acordo com o que esperamos, não reagem da mesma maneira... tem que se viver a situação para saber o que realmente acontece! E depois... logo se vê!

Também sou péssima a avaliar pessoas :(

bjca

Anónimo disse...

Eu infelizmente e por experiencia própria acho que nunca conhecemos verdadeiramente ninguém o que pode ser bom no inicio enquanto explora-mos o interior de uma pessoa, mas por vezes quando pensamos que já a conhecemos ocorre algo que faz aparecer uma nova característica e essa menos boa, e pode ser uma grande desilusão. Jogar sempre á defesa talvez não seja assim tão mau é apenas uma estratégia.

Beijos

IandU disse...

Eu jogo muito à defesa e ao ataque. Depende da pessoa com que lindo. Acho que já vai mesmo de mim.

Beijinhos;)